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Vereador propõe parceria com escolas privadas para suprir falta de vagas em creches

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Vereador Professor André Luis - reprodução

O vereador Professor André Luis voltou a discutir a falta de vagas nas Escolas Municipais de Educação Infantil (Emeis) de Campo Grande durante a 49ª sessão ordinária da Câmara Municipal, uma semana após a audiência pública sobre o tema. O parlamentar sugeriu que a prefeitura contrate vagas em escolas particulares como medida emergencial para atender a demanda de crianças de até 3 anos.

André Luis comparou a situação com a área da saúde, onde a prefeitura compra leitos em hospitais privados devido à falta de leitos municipais. “Se fazem isso na Saúde, por que não podem fazer na Educação?”, questionou o vereador. Ele explicou que o processo seria realizado por meio de pregão e que a escola vencedora assinaria um contrato para receber um número determinado de alunos.

O vereador destacou que a contratação de vagas na rede privada é uma solução temporária, até que novas escolas sejam construídas ou as obras das 12 Emeis inacabadas sejam concluídas. Segundo ele, essas construções contam com recursos do Governo Federal, mas exigem uma contrapartida da prefeitura, que muitas vezes não é fornecida, resultando na paralisação das obras.

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“A gente vê que o Governo Federal tem recursos para fazer, mas o município não faz a parte dele”, afirmou André Luis. Ele também enfatizou que a resolução desse problema não pode ser deixada para a próxima gestão, e que os candidatos ao Executivo municipal devem ter um plano claro para finalizar as obras das Emeis e garantir vagas para todas as crianças em idade escolar.

André Luis alertou para os impactos negativos da falta de vagas nas creches, que afetam tanto o desenvolvimento das crianças quanto a estabilidade financeira das famílias. Ele ressaltou que a ausência de creches impede muitos pais de trabalhar, reduzindo a renda familiar e deixando mais de 2 mil vagas de emprego desocupadas na cidade.

Durante a audiência pública, foram apresentados dados mostrando que Campo Grande precisaria construir mais 34 escolas, cada uma com capacidade para 250 alunos, para atender a demanda existente sem causar superlotação. “Não podemos permitir 8,9 mil crianças fora da sala de aula por tanto tempo”, concluiu o vereador.

*Assessoria de imprensa